Como Identificar a Vida na Ilusão?
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Atualizado: há 1 dia
O principal objetivo deste texto, acima de qualquer coisa, não é necessariamente ficar analisando as pessoas e as julgando para identificar se elas ainda vivem no mundo da ilusão ou não. Esse julgamento e essa avaliação excessiva serão de pouca valia, provavelmente causando mais desconforto e afastamento das pessoas em busca de uma suposta perfeição ou virtude; não estamos aqui para isso. Nosso objetivo principal é buscar analisar esses ''núcleos sombrios'' que existem dentro de cada um de nós, pois seguir caminhos ilusórios tende a nos fazer repetir ciclos e nos fazer perder tempo. Diferente do que a maioria das pessoas pensam, nem tudo é experiência; você pode, sim, perder tempo e gastar energia e força com algo totalmente improdutivo e que pouco ensinará. Logo, o objetivo em si não é buscar a perfeição, mas sim a correção.
Primeiramente, precisamos entender e analisar o que seria, de fato, viver em um mundo da ilusão e o que isso representa. Alguns conceitos básicos e fáceis de memorizar são entender que, por exemplo, seguir sempre a manada, a opinião ou a vontade da maioria pode ser um sintoma. A pessoa não questiona, não tem senso próprio; ela precisa de um grupo ou de um ''líder'', uma pessoa na qual ela poderá jogar sua responsabilidade e concordar com ela acima de qualquer coisa, dificilmente mudando de lado.
Devemos entender que a pessoa que vive no mundo ilusório acredita que está protegendo a si mesma de um possível efeito danoso; logo, ela busca sempre uma justificativa para exemplificar um erro que está cometendo, assim como para continuar sofrendo. É possível que essa pessoa minta para si mesma, dizendo que isso é temporário e que logo vai mudar, mas esse pensamento, como mencionado anteriormente, é apenas enganação ou manipulação para seus ouvidos — talvez os dois.
O fato é que a pessoa que está presa no mundo da ilusão, e não acredita estar, dificilmente conseguirá sair, pois, para ela, você está em um estado de ''naturalidade''. Como dizia Sêneca — apesar de eu não gostar de utilizar muitas citações de outras figuras:
''Parte da cura é o desejo de ser curado''. No original em latim: ''Pars sanitatis velle sanari fuit.''
Isso também se reflete de forma análoga ao interpretarmos que, para uma pessoa que não acredita estar doente, não faz sentido nenhum trazer algum remédio. Por isso, menciono a importância de focar em nós mesmos, em nossa própria evolução pessoal e, obviamente, também espiritual.
Porém, não devemos descartar essa análise ao integrar pessoas em nossas vidas, pois trazer uma pessoa para nossa vida e para nosso círculo pessoal pode se tornar desde uma bênção até mesmo uma maldição. Ora, quantas pessoas, ao encontrar uma pessoa virtuosa em sua vida, se tornaram pessoas melhores e até mesmo prósperas? Mas também devemos lembrar dos exemplos ''negativos'', nos quais trazer a pessoa errada pode destruir completamente nossa vida, saúde e também nossos negócios.
Seriam diversos fatos que chegariam na casa dos centenas ou talvez milhares de sinais ou sintomas de uma pessoa vivendo em uma ilusão, existem muitas pessoas que vão morrer assim, logo citaremos as principais e que podemos observar com certa ''facilidade'', caso não estejamos no torpor de sentimentos fúteis e infantis como a paixão.
SINTOMAS
1 — Vamos iniciar com aquele exemplo que citei: o de uma pessoa que reclama sobre a sua situação de vida por qualquer motivo que seja. Percebemos que sua maior intenção não é buscar soluções, mas sim reclamar. O seu prazer está em reclamar dos seus problemas ou de problematizar a vida dos outros; essa pessoa tem uma forte tendência a culpar os outros pelos seus problemas, sempre criando obstáculos. Ela não consegue tal resultado e sua culpa não é ineficiência; a pessoa diz: "Eu fiz tudo que estava ao meu alcance, logo o problema é externo; são as pessoas, minha família, a sociedade, o governo, meus relacionamentos ou traumas do passado, mas definitivamente não sou eu".
Deve-se tomar cuidado com essas pessoas e também para não se tornar uma delas, em que o desejo principal seja reclamar e mostrar insatisfação. O objetivo deve ser lógico: ao buscarmos trazer algum tipo de solução, dizendo: "Por que você não faz tal coisa? Isso resolve o problema!", a resposta logo em seguida é sempre uma negativa, sempre trazendo algum outro obstáculo ou justificando o sofrimento de maneira indevida.
A recomendação é simples: afaste-se dessas pessoas, que eventualmente vão desejar te afundar em negatividade e pensamentos negativos. Se você perceber que uma pessoa não está buscando soluções, mas sim apenas reclamando por prazer — ou que sempre se mostra ''ofensiva'' diante de suas intenções de ajudar —, essa pessoa não percebe que está ''doente'' e vivendo no mundo da ilusão. Sua missão não é ajudá-la, pois a salvação, inclusive a espiritual, é individual. Vale mencionar como pequenas exceções, como os idosos ou pessoas sofrendo com problemas como a depressão ou coisa do tipo, na qual no geral devemos ter um pouco mais de paciência e empatia.
2 — Um outro ponto bastante importante de mencionar é quando você traz a negativa sobre uma determinada situação. Vamos supor que exista alguma pessoa que supostamente tenha alguma empatia ou apreço por você — o que por si só não é algo ruim. As pessoas admiram e se apaixonam completamente por alguém em um dia, mas no outro dia a odeiam completamente. Nesse caso, vale um teste simples: perceba que muitas pessoas fingem normalidade enquanto você a está satisfazendo em seus desejos e obrigações. O teste é simples: negue algo para essa pessoa, sem a necessidade de se justificar. Observe, então, como ela vai reagir ao seu gentil e respeitoso ''não''. E caso ela questione: ''por que não?'', você poderá responder: ''porque eu não quero'', sem agir de forma agressiva ou desrespeitosa.
Caso pergunte o objetivo disso, é simples: ver como a pessoa se comporta diante de você quebrar suas expectativas ou desejos. Em uma situação normal, uma pessoa um pouco mais evoluída e que não se vê como o centro das atenções tenderá a não gostar, o que está completamente no seu direito, mas isso não a afetará nem acarretará possíveis punições ou vinganças infantis e desnecessárias.
3 — Complementando: uma pessoa presa no mundo da ilusão vai ter insatisfação e bastante desestabilização mental e emocional quando seus planos teóricos não saírem exatamente como planejado. A lógica também é simples: por mais que teorizemos na nossa mente, com bastante estrutura e lógica, sobre como será nossa vida pelos próximos meses, a tendência é que eventuais situações fora do controle aconteçam ao aplicarmos isso na realidade. Isso é previsível; ao tirar algo da nossa mente e aplicar à realidade, as coisas podem mudar, assim como pode acontecer algum evento que mude completamente todos os seus objetivos e metas.
Uma pessoa fora da ''matrix'' diria: ''Ok, isso faz parte; vamos recalcular e ver o que podemos corrigir e qual caminho seguir agora''. Porém, isso não acontece com a pessoa presa no mundo da ilusão, pois ela tende a se frustrar com essas falhas ou com essas alterações que, a princípio, parecem não fazer sentido. Ela pode entrar em um profundo estado de negação e começar a criticar e reclamar desnecessariamente, como citamos no primeiro exemplo, buscando culpar outras pessoas e querendo se afundar cada vez mais em uma lógica infundada e sem sentido. A pessoa sempre está esperando o pior, sempre alimentando seu medo, suas ansiedades e seus receios.
A diferença em relação ao primeiro exemplo é que a situação se aplica a situações comuns e rotineiras, em que a pessoa pode se tornar uma ''bomba-relógio'', e esses problemas podem recair diretamente sobre você.
4 — É válido mencionar que as pessoas presas na ilusão parecem estar sempre atrasadas para alguma coisa. Elas vivem ansiosas e preocupadas com o que os outros vão achar delas ou de sua situação, ao ponto de tomar decisões baseadas no que os outros vão pensar — ou até mesmo deixar de tomar decisões — por medo de represálias, mesmo que venham de pessoas às quais estejam ligadas emocionalmente.
Você poderá perceber que essas pessoas não conseguem ficar paradas e objetivos simples e importantes, como a meditação e a oração diária, se tornam objetivos secundários, visto que é muito mais ''importante'' e relevante alimentar suas falsas crenças, seus medos e suas ansiedades. Viver com essas pessoas é viver na inconstância; elas não conseguem encontrar prazer no silêncio, não conseguem encontrar conforto em sua solitude. A pessoa presa na ilusão precisa estar sempre falando, precisa estar sempre justificando, precisa sempre estar criando problemas, para que ela possa reclamar ou então resolvê-los. Cria problemas desnecessários para ocupar sua mente, enquanto não se preocupa com os verdadeiros problemas, quando ela perceber, já perdeu quase toda sua vida.
Por outro lado, a pessoa com consciência e que esteja fora da ''matrix'', mesmo em situações de muito estresse ou situações externas complexas, consegue manter uma calma e constância que chegam a ser admiráveis e invejáveis. Ela compreende que, caso tenha que passar por um processo, seja responsabilidade dela direta ou indireta, o melhor é percorrê-lo com calma e resiliência. Se o processo é obrigatório, do que adiantará ficar em um estado de reclamação ou instabilidade?!
5 — Agora vamos mencionar a raiva e o ódio mais diretamente, pois esse também é um ponto-chave. Percebemos que a pessoa fora da "matrix" desperta ódio, raiva e um sentimento de incompreensão nas pessoas presas na ilusão. Os motivos são vários, mas tendem a seguir uma lógica simples: as pessoas fora da "matrix" estão verdadeiramente tranquilas em relação a quem são e sabem com facilidade seus objetivos e interesses. No caso da pessoa no mundo da ilusão, ela tende a enxergar com desgosto e raiva quem não está seguindo o rebanho. Então, é bastante comum que existam pessoas que não gostem de você ou que desejem o seu mal, mesmo que você não emita opiniões muito alarmantes e tenha uma vida relativamente simples; como elas não entendem, elas odeiam. Você será julgado, criticado e tratado como diferente ou esquisito, mesmo que não esteja fazendo nada de anormal, apenas vivendo.
E como lidar com isso? Ao invés de ficarmos julgando a pessoa e a tratando como alguém inferior, dando uma importância indevida em nossa vida e em nossos pensamentos, devemos, na verdade, ter piedade e compaixão com essas pessoas. Contanto que isso não estrague nossa própria vida e nossas próprias virtudes, pois percebemos que a maioria das pessoas que estão ligadas ao mundo da ilusão está em um ciclo de profundo medo e completamente perdida, preocupando-se em fingir normalidade e controle, enquanto tudo se desfaz ao pó.
Ou seja: quando você tiver o entendimento de que a maioria das pessoas com raiva está, na verdade, com medo — assim como um cão acuado que mostra os dentes e avança para morder —, tudo muda. Assim que compreender que as pessoas estão completamente perdidas e, de certa forma, condenadas espiritualmente e não sabem o que fazer, você provavelmente deixará de ter ódio e terá uma visão muito mais simples e objetiva sobre tudo isso, suas orações e seus receios, serão para um mundo melhor e para mais iluminação para todas as pessoas do mundo.
6 — Falando especificamente sobre a solitude: uma pessoa presa no mundo da ilusão precisa, necessariamente, estar sempre agradando aos outros, com um ''instinto'' de preservação ligado diretamente às outras pessoas. Em resumo, essa pessoa só se sente importante e bem, se houver outros afirmando isso para ela. Isso acaba sendo um problema, pois sabemos que, em boa parte da nossa vida, viveremos sozinhos com nossos pensamentos; para essa pessoa presa na ''matrix'', a solitude é um inferno, pois é quando ela encara a si mesma e percebe como anda agindo e não consegue suportar isso. Ela precisa estar sempre na presença de terceiros, e estes precisam estar com a atenção voltada para ela; caso contrário, a pessoa se sente mal, irritada e com comportamentos anormais.
Isso também pode ser aplicado negativamente em sua vida. Caso você tire a atenção dessa pessoa e foque em outros objetivos, mesmo que não estejam relacionados diretamente a ''construir um futuro'', e sim à diversão ou a um hobby, por exemplo, essa pessoa tende a implicar e criticar você. Isso ocorre porque a atenção saiu dela e foi para outra coisa — o que, obviamente, não é tolerado por essas pessoas.
7 — Também chegamos a uma conexão deveras importante: a necessidade de mudança. Obviamente sabemos que, conforme nos tornamos mais adultos e evoluídos espiritualmente, devemos abandonar hábitos negativos que não nos beneficiam em nada. Longe da perfeição, ainda teremos hábitos negativos e vícios questionáveis pela sociedade ou pela nossa própria consciência. O fato aqui é que a pessoa no mundo da ''matrix'' quer que o mundo seja da maneira que ela pensa ou deseja, um mundo perfeito e mágico; então, essa pessoa pode passar a querer controlar sua vida, sua maneira de ser, vestir, falar e se comportar. Ela pode atuar de maneira agressiva ou passiva, buscando fazer com que tudo saia conforme o que ela considera verdadeiro, real e justo, sem levar em conta que o mundo real é composto por muitas variáveis.
Então, é aconselhável que, ao viver em sociedade, seja ao ter uma parceira de negócios ou um relacionamento amoroso, você faça ajustes para uma melhor vivência. No entanto, afaste-se daquelas pessoas que ficam te criticando demais ou querendo que você seja exatamente como elas te projetam em suas mentes perdidas.
8 — Devemos nos lembrar também das pessoas que esquecem completamente de viver o presente e vivem preocupadas com um futuro utópico, no qual elas realmente serão felizes. É comum encontrarmos pessoas que estão em um estado de tristeza e entropia, que comentam que a sua situação não é favorável e que estão insatisfeitas com a própria vida, mas que tudo vai melhorar quando determinada coisa acontecer no futuro. Isso pode se aplicar a diversas áreas: "Quando eu tiver aquele relacionamento estável, serei feliz"; "Quando eu conseguir aquele dinheiro ou quitar minhas dívidas... aí sim serei eu novamente!"; "Quando eu passar naquele concurso, aí tudo vai mudar para melhor!".
Ou seja: percebemos que a pessoa condiciona o conceito de felicidade e o estado de paz a situações externas e à sua interpretação sobre elas. Na verdade, a vida está passando e o que importa é o presente; por mais clichê que a frase pareça, ela possui um fundo de verdade: a felicidade e o prazer estão na jornada, e não necessariamente no resultado final.
9 — Um conceito muito importante, que já mencionei a algumas pessoas e que tem relação com a ''preferência temporal'', também traz uma profunda diferença para reconhecer se uma pessoa está desperta ou não. Devemos compreender que fazer um pouco a cada dia, a longo prazo, pode trazer resultados surpreendentes. Essa concepção não é conhecida pelas pessoas no mundo da matrix; para elas, o resultado tem que ser grande e rápido. Mesmo que você explique que ao colocar ''um tijolo de cada vez, conseguirá construir uma bela casa'', utilizando-se de exemplos práticos, racionais e matemáticos de que o esforço diário gera resultados maravilhosos, isso não funciona para a pessoa na ilusão. Ela dificilmente compreenderá esse conceito, preferindo o ''tudo ou nada'' e arriscando-se desnecessariamente.
Esse é um ponto de grande valia: a pessoa fora da "matrix" entende que, dando um passo de cada vez, ela possivelmente chegará ao fim de sua jornada muito antes da hora; logo, tem tempo para apreciar o caminho e para lidar com as situações e eventualidades com calma. Diferente da pessoa na "matrix", consumida pela ansiedade, que aparece correndo e debochando, mas que logo veremos completamente esgotada e deitada no asfalto.
10 — Percebemos também que uma pessoa presa na "matrix" precisa de um líder para seguir. Ela tem a intenção e a vontade de anular seus próprios desejos, deixando que outra pessoa tome decisões por ela, abdicando assim de seu senso próprio. Uma pessoa fora da "matrix", mesmo que encontre alguém com excelente oratória e por quem tenha profunda admiração, não tomará tudo o que é dito como uma verdade absoluta. Ela tende a questionar todos, inclusive a si mesma: "Será mesmo?"; "Será que esse ponto é verdade?"; "Até que ponto eu posso estudar para confirmar ou confrontar essa ideia?".
A pessoa presa no mundo da ilusão, por outro lado, nutre fanatismo por esse líder ou por essa figura que representa aquilo em que ela acredita. Assim, podemos encontrar políticos, influencers, coaches e até mesmo magos e bruxos que são ''adorados'', pois esse público se impressiona facilmente. Não importam o estudo, as formações ou até mesmo o caráter; o que importa para quem vive no mundo da ilusão, obviamente, são as aparências e o que os outros pensam.
11 — Também não devemos esquecer das pessoas que sempre buscam atalhos. Uma das principais iniciativas tomadas por quem está preso no mundo da ilusão é sempre buscar um atalho ou algum tipo de ''facilitador'' para conseguir determinado resultado. Se ela busca riqueza, pensará diretamente na maneira mais fácil de obtê-la, mesmo que seja ilegal ou que prejudique diretamente outras pessoas. No amor, é o ''tudo ou nada'': buscará atrapalhar a relação alheia e causar a infelicidade de alguém para que, no final, sinta-se feliz e tenha sua oportunidade. Pode utilizar-se de manipulação, mentiras e até mesmo falsos conselhos para provocar crises, contanto que se beneficie. Poderá utilizar argumentos como: ''Dane-se, todo mundo está fazendo, por que eu não faria?''. E, assim, afunda-se cada vez mais.
Ou seja: se existe um caminho mais fácil para um objetivo que normalmente é mais custoso, essa pessoa buscará esse atalho. Ocorre que o que parece simples, na maioria das vezes, não se torna nada fácil e, às vezes, torna-se fatal.
12 — Uma pessoa presa no mundo da ilusão tende a possuir um ego exacerbado. Torna-se difícil dialogar com ela, pois, ao acreditar que está sempre com a razão, transforma a conversa no ato de ''pisar em ovos''. Não há conforto nem prazer em manter indivíduos assim em seu convívio; a sensação é de pressão e inconstância constante. Você nunca sabe quando uma palavra, por mais isenta de má intenção que seja, desencadeará um comportamento ríspido ou hostil. Como essas pessoas vivem como se o mundo girasse ao seu redor, até mesmo um bom conselho ou uma atitude simples sua pode virar um problema. Esse é um tipo de pessoa na qual se deve ter cuidado. Muitas vezes o convívio é obrigatório — como no trabalho ou na família —, mas o segredo é falar pouco e não expor suas fraquezas para que isso não se vire contra você.
13 — E, por fim, a mais triste de todas as situações: a das pessoas que compreendem que estão na "matrix" e no mundo da ilusão — assim como a maioria das pessoas do mundo —, mas, utilizando-se do seu livre-arbítrio, aceitam livremente viver nele, tratando-o como algo confortável e normal. Utilizando um exemplo parecido com o citado anteriormente, a pessoa diz: "Todo mundo está fazendo isso; sinto-me mal quando não estou fazendo também". Ora, se a maioria das pessoas caminha para o abismo, você deve fazer o mesmo? Claro que não. Para a pessoa lúcida, suas virtudes e seus principais pilares de sabedoria não mudam. Ela não se corrompe, não se vende por dinheiro, status ou por alguém; mantém-se inalterada, como uma rocha.
A pessoa lúcida não se guia apenas por motivação e prazer; ela não age apenas quando está motivada ou inspirada. Ela agirá mesmo quando sua motivação for embora, o que normalmente acontece rápido e o seu prazer está em fazer o que é certo.
Espero honestamente que este texto seja de valia para você, tendo como principal objetivo levá-lo a perguntar a si mesmo quais pontos mencionados ainda fazem parte da sua vida; e que, com maturidade e disciplina, escolha boas pessoas para fazerem parte dela, na medida do possível.
- John


